Ano de publicação
2020
Autor
CERDEIRA, Ana Karina Lima Alves.
Arquivo
Descrição
Estado da arte: Otimizar o tempo de Espera para internação tem sido um grande problema para o Sistema Único de Saúde (SUS), e para a qualidade dos serviços de saúde. A demora no atendimento acarreta impactos significativos sobre o bem-estar, chances de cura, a natureza e extensão das sequelas nos pacientes e familiares envolvidos. A situação ainda é mais agravante quando, além de elevados, os prazos são imprevisíveis. De acordo com a Portaria nº 1.559 de 1º de agosto de 2008, que institui a Política Nacional de Regulação do SUS, implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão, como instrumento que possibilite a plenitude das responsabilidades sanitárias, assumidas pelas esferas de governo: Regulação de Sistemas de Saúde; Regulação da Atenção à Saúde; e Regulação do Acesso à Assistência, todo esse processo de gestão deve ser direcionado pelo perfil da complexidade institucional, definida conforme modelo contratual pactuado, seguindo critérios pré-estabelecidos entre a Gestão institucional e a gestão Estadual, Municipal ou Federal. A contratualização é um processo de instrumentalização com metas qualitativas e quantitativas, criada pelo Ministério da Saúde para garantir o financiamento assistencial. Adequar esta realidade a um hospital universitário torna-se imprescindível para equalizar a demanda e a capacidade produtiva. A proposta do sistema é auxiliar os Hospitais Universitários Federais, da rede Ebserh, a acompanhar de forma única e em tempo real, os processos regulatórios e controle dos pacientes em lista selecionados para a internação hospitalar, avaliando a prioridade conforme criticidade para melhor programação do tempo e minimização de espera. Contudo, trará benefícios de otimização e agilidade nos processos de trabalho, visibilidade dos indicadores de gestão, melhorando a qualidade da assistência, garantindo a satisfação do usuário. Problema: As organizações hospitalares apresentam no seu dia-a-dia um grande desafio de conciliar o aumento da demanda com a capacidade instalada mantendo a qualidade do serviço. A lotação hospitalar excessiva, sempre foi um grave problema para população mundial, não sendo diferente no Brasil, aumentando com isso a mortalidade, causando lentificação no atendimento dos pacientes agudos, podendo representar inclusive, uma ameaça aos direitos humanos. Adequar esta realidade a um hospital universitário torna-se imprescindível para equalizar a demanda e a capacidade produtiva. Diante disso, será que é possível criar estratégias de estratificação obedecendo a critérios que, permitam que a internação de pacientes, ocorra de forma equânime, isenta de interesses pessoais? Considerando as bases desenvolvidas para facilitar a compreensão do tema e do problema, surge o seguinte questionamento: O uso de tecnologias como o desenvolvimento de um sistema para organização da lista de espera de pacientes, pode promover melhorias na gestão de leitos hospitalares? Objetivo: desenvolver um software web de gestão inteligente da lista de espera para internação hospitalar, a fim de criar estratégias de estratificação obedecendo a critérios que, permitam que a internação de pacientes, ocorra de forma equânime, eficaz e isenta de interesses pessoais, desde o tempo de entrada na lista até a sua admissão. Metodologia: Inicialmente este estudo foi realizado com base em uma revisão sistemática da literatura na busca de conceitos sobre gestão e gerenciamento de listas de espera, melhores estratégias de desenvolvimento para organização dessas listas e critérios de prioridade para admissão de pacientes. Outro ponto de desenvolvimento do sistema web SisperaH, consistiu na necessidade da realização de uma pesquisa de natureza aplicada, cujo objetivo é gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigida à solução de problemas específicos (KAUARK, 2010). Utiliza o método tecnológico, ou seja, se ocupa na criação de um novo produto (ANGELONI et al., 2016) - um software web, nem sempre baseado no conhecimento científico clássico, mas sim em otimização da gestão de leitos, considerando para isso a organização da lista de espera dos pacientes para internamento hospitalar por critério de prioridade, dando agilidade no processo de decisão. Resultados e Discussões: É um desafio investir em inovação e tecnologia para garantir a melhoria do atendimento da saúde no nosso país, por isso, o SISPERAH - Sistema Inteligente de Gestão de Lista de Espera Hospitalar, é de grande necessidade para que se mantenha avaliação efetiva, mostrando os benefícios crescentes na organização e inclusão de pacientes na lista de espera com critérios homogêneos de prioridade para internação. Além disso, o sistema permitirá recolher informações na sua fiel magnitude, refletindo o real problema, para que se possa avaliar continuamente o fluxo de gestão da lista de espera, controlando dados de minimização do tempo de espera, auxiliando na melhoria da qualidade dos indicadores hospitalares de tempo de permanência hospitalar do paciente, taxa de ocupação e giro de leito. Com esse sistema, as instituições hospitalares poderão avaliar os critérios clínicos de maior comorbidade, o tempo de espera dos pacientes por cada especialidade, avaliando a demanda, os efeitos causados pela espera, níveis de satisfação, qualidade de vida dos pacientes, e contribuições relevantes para o hospital, garantindo a equidade a partir do cuidado centrado no paciente. Conclusão: espera-se poder otimizar o tempo de espera de pacientes, melhorar o fluxo e resolutividade para internamento clínico nas diferentes especialidades de forma equânime, eficaz e isenta de interesses pessoais e, consequentemente, diminuir morbimortalidade, aumentando a taxa de ocupação hospitalar e giro de leito, minimizando a taxa de permanência hospitalar. Por isso, o SISPERAH - Sistema Inteligente de Gestão de Lista de Espera Hospitalar, é de grande necessidade para que se mantenha avaliação efetiva, mostrando os benefícios crescentes na organização e inclusão de pacientes na lista de espera com critérios homogêneos de prioridade para internação.